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About Literature / Professional Maria Luz RochaFemale/Portugal Recent Activity
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Literature
salmo,
podia ser que se pusesse o sangue a ferver deixássemos de ter medo de nos partir.
juro que acredito firmemente que se agarrar numa jugular
conseguimos fazer os mudos  falar.
jesus não se envolvia
e
nunca disse que no meu regresso havia luz.
não olhem pra trás, vem aí a maior onda.
inspiremos fundo - já chamaram os primeiros socorros,
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Untitled by MaryStone Untitled :iconmarystone:MaryStone 2 2
Literature
i)
Já passou muito tempo desde que arrisquei afundar cada passo neste espaço sem chão. E a maior parte das vezes exijo que venha a passar muito mais. Com todo o portento que o que me sai disparado dos dedos, levaria  - e levo – um par ou dois de almas. Apelidámo-las de pessoas inteiras. Que fique claro que, para mim e a quem interessar, só essas merecem que lhes reconheça a alma. Aos outros, reservo-lhes um espaço carinhosamente desinteressado onde podem estimar-me ao contrário as vezes que desejarem.
É apenas e só para os primeiros que me desdobro em mil que procuro e encontro em mim modos infinitos de me esforçar até quase quebrar e sair não ilesa, pelo contrário, desfeita de cada encontrão, de cada acidente de cada assassinato estrategicamente a aguardar pela minha chegada. Invariavelmente desfeita, mas com cada vez mais camadas e cada uma mais densa e que me faz passar d
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may the day be clean to you, by MaryStone may the day be clean to you, :iconmarystone:MaryStone 0 13
Literature
espaco,
um dia destes,
vamo-nos sentar e pôr os países todos em cima duma mesa
e
vamos consumi-los entre uma e outra garfada de lama.
enquanto não o fizermos, recostemo-nos dentro de vulcões e rezemos forte para que não chova.
um dia destes, mudamos de universo apenas e só porque já não cabemos aqui.
2014,
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Literature
dos ataques,
a zona de conforto ficou há demasiado tempo desconcertante para nos mantermos quietos, mudos e surdos.
arrisco o resto da minha vida a aceitar que somos defeituosamente perfeitos.
o que quer que nos ataca em forma de medo não tem chão suficiente para existir.
assumamos de vez que se nos afogarmos será apenas uma viagem mais comprida da qual vamos,
sem ponta de dúvida,
regressar.
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Literature
da linearidae e/da preguica
ando há anos com vontades expressas debaixo dos dedos. vem-me involuntariamente à memória e sobretudo ao querer as palavras de José Mário Branco. e penso que nos fazem falta palavras que nos revirem as entranhas, que nos acelerem a batida cardíaca e que nos tirem à força desta preguiça de ver tudo como realmente é, como precisa de ser visto e revisto e tudo revirado finalmente. que levantem das cadeiras as pernas e os cérebros façam o favor de comandar as operações. enquanto uns fecham as janelas, outros arrumam vazios os pratos e adormecem também eles vazios de tudo. apetecia-me de vez falar só das constelações e de tudo o que nos compõe em toda a magnânime importância do que faz a palavra ser. mas insisto e não vejo e juro que não compreendo.
lembro-me que me disseram que escrever - para os que sabem o poder que têm entre
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. by MaryStone . :iconmarystone:MaryStone 2 0
Literature
do aborrecimento em 3 partes,
i) aborrecem-me os títulos. em tempos, cheguei mesmo a confessar que me passeava com um dicionário e ao calhas optava por uma palavra que me levava a um fio condutor com o que tinha acabado de vomitar. nunca mais nada menos que isso. no topo da pirâmide e com o maior arco-íris de sempre, o vómito. fechem o livro e a janela, o que for. vão em paz porque a saber e bem já não há nada disso nos lugares fixos, só uma leve sensação de qualquer coisa enquanto se viaja do ponto A para o ponto B.
ii) é um facto e vem sendo passado de variadas formas que há uma insuficiência de tudo. entre nós - que vamos fazendo finca-pé - questiono-me se vamos conseguir continuar a brincar às escondidas enquanto esbarramos uns nos outros.
iii) alguém que escreve. um dia vou conseguir descortinar as razões que levam alguém a fazê-lo. para já, faço o
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Literature
do falhar melhor,
"o que é verdadeiramente perigoso nisto que fazemos é que não aprendemos a pedir ajuda e depois atropelamos todos à nossa frente.
que não haja (mais) feridos."
o que é que isto tudo diz de mim, se eu souber que na ordem do dia gostaria que estivessem palavras como conforto e paz a pairar mas que nenhuma delas serve no que tenho escrito e, muito menos, no que há-de surgir daqui por diante.
atravessamos um período de tempo que nos pede que nos cansemos para que o possamos compreender de longe. eu assumo, sem merdas, que não consigo, que tento e que vou tentar até não dar mais, mas não consigo por antecipar a quebra de algo muito maior que nós.
"são facas nos olhos e um coração fora do lugar."
não menos e nada mais que isto.
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Literature
das condicoes dos vulcoes,
perde-se a perspectiva em raros momentos
e
vamos fundo por algum tempo
continuemos a fazê-lo mas cada vez melhor em cada gesto.
sejamos viajantes de e entre tudo e orgulhosamente quase sempre perdidos.
há e haverá sempre um ajuste dos céus aos telhados das casas que nunca ninguém acompanha e replica.
que saibamos que verdades universais em penumbra ninguém mexe.
que tentemos firmemente um ajuste com e para todos mas que se comece no epicentro do nosso esqueleto.
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ID, by MaryStone ID, :iconmarystone:MaryStone 2 7
Literature
dos mapas,
nos dias que vão correndo, não raras vezes eu espalho-me por aí
em bocados de paredes, em bancos, em sapatos de desconhecidos.
espalho-me somente para me encontrar um pouco mais perdida no mundo,
para, sobretudo, encontrar nos outros um bocado de mim.
atravessei sempre desertos e seguidamente afundei-me até aos olhos em areias movediças
para expressar o mais simples que existe.
acarinho todas as palavras que arrivam ao meu peito e que se desprendem das minhas mãos para os vossos olhos, reconhecendo a leveza e brevidade que lhes empregarem.
se fosse uma alma de pedidos, avançaria com um muito simples: troquem os olhos pelo coração e percam-se uns nos outros cada vez mais.
notem: o truque da auto-suficiência em resgate de nós mesmos é, arrisco em confessar, finito.
aparte disso e de toda a lava que nos venha a encurralar, que meçamos tudo para deixar tudo arder grandiosamente.
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2013, by MaryStone 2013, :iconmarystone:MaryStone 2 0 Mut. by MaryStone Mut. :iconmarystone:MaryStone 2 4
Literature
Epilogo
O médico diz que conseguiu a cura. Não é que fosse notório que se andasse a cair aos bocados, porque está toda a gente muito distraída em si mesma enquanto se tenta achar no meio dos cacos dos outros. Mas conseguiu. E aos poucos, parece-me, que se vai vendo e palpando.
Há uma distância bastante saudável entre aquilo que se pensa e se faz. Não é que vivam em apartamentos diferentes, mas há, agora, uma porta a separá-las que se fecha quando há correntes de ar e que está sempre aberta em ambientes amenos. É. Parece que até gosto de falar em estações mesmo que já não faça muito sentido nos dias que correm. Já sabem, bem sei. No mesmo dia assiste-se a tudo e mesmo assim nunca estamos satisfeitos.
Falar do tempo. De como ele nos faz ter frio, calor ou suar ou de quantas horas passámos a acabar uma tarefa. Ganha-se estofo para se saber de cor
a fórmula de como agarra
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holga.all that never was by aarghj holga.all that never was :iconaarghj:aarghj 4 16
Literature
vigilia
Morreste-me na boca, com a espuma dos dias
A metáfora,
vivida como a própria vida que acelera
a noite
o dia, a noite, o dia.
a noite.
A torneira aberta que chora o esqueleto do tempo
esquecido por entre o pó, os venenos, as veias em vitral,
e todas as outras reminiscências
de ti
©cmgc
:iconcolapso:colapso
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creator by glassghost creator :iconglassghost:glassghost 1 3
Literature
Stand-Up Misery
-Olá, boa noite. É engraçado eu falar comigo mesmo. Não é bom sinal mas é engraçado. Não ter amor próprio e a única pessoa com quem se fala é consigo mesmo é no minimo irónico. Por vezes nem eu tenho paciência para me ouvir...e confesso que a exploração da esquizofrenia é um ponto que tento não explorar. Nestas alturas, a conversa ou monólogo baseia-se unicamente em questões para as quais não tenho resposta. Não me ocorre nada mais idiota que colocar perguntas a mim próprio, para as quais sei que não tenho resposta, na esperança de as responder. Esperança...por muito baixo que estejamos esta senhora não nos abandona, apesar de eu tentar com muita convicção. Empurrei-a de um comboio em movimento, deixei-a fechada numa casa de banho pública, mas ela consegue sempre escapar, consegue sempre me alcançar...tudo nos alcança menos aquilo ou quem nós queremos. Aquela máxima de que "a vida não é como nós queremos" é dolorosamente real por vezes mas acabamos por aceitar isso. E sabes porquê? Por
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MaryStone
Maria Luz Rocha
Artist | Professional | Literature
Portugal
"que o dia te seja limpo"
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o canto está aberto e de vez, sem hiatus.

 

recostem-se, leiam e sobretudo, partilhem o que aí chegar seja de que forma for.

 

(I'm sorry for all the fellow deviants that does not understand Portuguese but I express and write almost my every text in my native language. Once in a while it can happen, a more universal sharing.)

 

Maria Luz Rocha, 2013

Comments


Add a Comment:
 
:iconsumarlegur:
sumarlegur Featured By Owner Jul 13, 2014  Hobbyist General Artist
sem hiatos, diz ela.
Reply
:iconmarystone:
MaryStone Featured By Owner Jul 26, 2014  Professional Writer
estás atento...
Reply
:iconsumarlegur:
sumarlegur Featured By Owner Jul 26, 2014  Hobbyist General Artist
tu é que não.
Reply
:iconmarystone:
MaryStone Featured By Owner Jul 26, 2014  Professional Writer
tenho de me redimir.
Reply
(1 Reply)
:iconajota:
Ajota Featured By Owner Mar 13, 2014
Olá :)
Reply
:iconcristalee:
Cristalee Featured By Owner Jan 28, 2014  Student Writer
Obrigada pelo watch :)
Reply
:iconmarystone:
MaryStone Featured By Owner Jan 29, 2014  Professional Writer
;)
Reply
:iconcoffeeletters:
Coffeeletters Featured By Owner Oct 16, 2013
não sei se estás interessada mas aqui fica o link de um concurso:

Reply
:iconmarystone:
MaryStone Featured By Owner Oct 20, 2013  Professional Writer
obrigada.
Reply
:iconcoffeeletters:
Coffeeletters Featured By Owner Oct 20, 2013
de nada :)
Reply
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